Quinta-feira, 8 de Julho de 2010
TEMA: Amamentar: até quando?
DATA: 9 de Julho de 2010
No programa desta 6ª feira vamos falar sobre amamentação. Mas não sobre os benefícios do leite materno, porque isso, esperamos, já todos sabemos bem quais são!. Vamos sim falar sobre até quando uma criança deve ser amamentada. Até aos 6 meses? Até o bebé ter dentes? Até já comer sólidos? Uma criança de 4 ou 5 anos que ainda mama, parece-lhe estranho?
Vamos procurar as respostas a estas perguntas com:
- Sandra Oliveira: Conselheira de amamentação
- Carla Reis: Enfermeira
- Cristina Gouveia: Pediatra
Entretanto, sugerimos-lhe que espreite este vídeo. Vai certamente surpreendê-la!
http://www.youtube.com/watch?v=DdEN8nKWA4E&feature=player_embedded
Não perca ainda a rubrica Prêt-a-Porter com Cristina Dinarés (Let ´Shop) e, na rubrica “Em Privado”, a terapeuta familiar Catarina Mexia vai falar sobre o ciúme.
Links úteis:
www.bionascimento.com
www.mamaraopeito.org
www.letshop.pt
www.catarinamexia.com
Já sabe, o encontro é às 19.00, em directo, na SIC MULHER.
Esperamos por si!
De Anónimo a 11 de Julho de 2010 às 09:50
Peço desculpa se por algum motivo ofendi alguém com o meu comentário.
Este espaço pareceu-me um local de partilha...
Eu sou 100% a favor do aleitamento materno e continuo a amamentar o meu filho que tem 3 anos. Tenho incentivado e apoiado muitas das minhas amigas e algumas mudaram a sua atitude em relação à amamentação graças a esse apoio.
Sou também a favor do respeito pelas mulheres e tudo o que são atitudes intransigentes e rígidas muitas das vezes não mantêm esse respeito. Concordo 100% quando é dito que existe fundamentalismo relativamente ao leite artificial mas também existe o contrário logo, na minha modesta opinião e se é que a posso expressar, em nenhuma destas situações está a ser salvaguardado o respeito pela decisão da mulher.
Maria Santos
Olá Maria,
Ofender não ofendeu, mas como percebi que a profissional do "fundamentalismo" a que se referia era eu, e tendo em conta que ainda não vi o programa, não posso sequer analisar se concordo com ou não, e tenho que me restringir às opiniões de quem viu, entendi por bem, também eu dar a minha opinião sobre a forma como se apelida de "fundamentalistas" quem defende aquilo que entende estar como certo, no que diz respeito aos nossos filhos.
Sabe Maria, uma coisa é respeitar, outra coisa é quando estamos a passar a informação, estar com a preocupação de agradar a "gregos e a troianos", sem gerar polémicas entre os pares, etc, etc, isso é coisa que por norma leva a que se cometa graves erros, no que diz respeito a dar informação.
Temos que apoiar as Mães que não puderam amamentar, claro que sim, mas temos também que as ajudar a perceber, que amamentar é o melhor para os seus filhos, e que MUITAS, mas mesmo MUITAS VEZES, as Mães deixam de amamentar por indicações erradas e falta de apoio por parte dos profissionais com que se cruzam, se não nunca poderão parender com os erros que cometeram, nem assumir as responsabilidades pelas suas opções. Bom exemplo disso, é vermos o quanto são poucas as Mães a quem lhes é dada a indicação de que podem fazer o suplemento com o leite materno. Muitas nem ouviram falar nesta hipótese, nem foram convidadas a pensar nas vantagens desse esforço. E isto é só um exemplo.
Felizmente existem já Enfªs como a Carla Reis e Pediatras como a Cristina Gouveia. Mas elas infelizmente ainda são uma minoria, e precisamos de inverter esta tendência, e alertar as mulheres disso, para que possam ter noção de que nem sempre que estão em frente ao um profissional estão a receber informação correcta.
A minha filosofia como profissional desta área, é não dar a cana, mas sim ensinar a pescar! Criar utentes autónomos e capazes de pesquisar e se questionarem sobre as informações que estão a receber, venham elas de um médico, de uma enfermeira, de uma doula ou de uma conselheira, fisioterapeuta, etc,etc.
Por isso defendo com todas as minhas forças e determinação o Código Internacional de Substitutos do Leite Materno, e foi FUNDAMENTAL que a Adelaide tivesse começado o programa assim. Este código não é fundamentalismo, é uma questão de Saúde Pública!
Resumindo, Maria, obrigada mesmo, de qualquer forma pelo seu comentário porque ajudou a que este tema fosse comentado duma forma ainda mais esclarecedora.
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