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Quinta-feira, 8 de Julho de 2010
TEMA: Amamentar: até quando?

DATA: 9 de Julho de  2010

 

 

 

 

 

No programa desta 6ª feira vamos falar sobre amamentação. Mas não sobre os benefícios do leite materno, porque isso, esperamos, já todos sabemos bem quais são!. Vamos sim falar sobre até quando uma criança deve ser amamentada. Até aos 6 meses? Até o bebé ter dentes? Até já comer sólidos? Uma criança de 4 ou 5 anos que ainda mama, parece-lhe estranho?

Vamos procurar as respostas a estas perguntas com:

- Sandra Oliveira: Conselheira de amamentação

- Carla Reis: Enfermeira

- Cristina Gouveia:  Pediatra

 

Entretanto, sugerimos-lhe que espreite este vídeo. Vai certamente surpreendê-la!

http://www.youtube.com/watch?v=DdEN8nKWA4E&feature=player_embedded

 

Não perca ainda a rubrica Prêt-a-Porter com Cristina Dinarés (Let ´Shop) e, na rubrica “Em Privado”, a terapeuta familiar Catarina Mexia vai falar sobre o ciúme.

 

Links úteis:

www.bionascimento.com

www.mamaraopeito.org

www.letshop.pt

www.catarinamexia.com

 

Já sabe, o encontro é às 19.00, em directo, na  SIC MULHER.

 

Esperamos por si!

 



publicado por Mundo das Mulheres às 22:34
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154 comentários:
De Rita Lombert a 9 de Julho de 2010 às 19:50
Amamento as minhas filhas ate quando quiserem... Pratico e eficaz. Sou a \"esquisita\" entre as minhas amigas. Como e que consegues? Que prisão! Mas tenho na minha empregada minha guru os 4 filhos sempre amamentados no maximo 6 anos... Portuguesa como eu, nunca me deixou esmorecer na primeira filha. A Enfermeira Berta com quem fiz a preparação também foi fundamental.


De Rita a 9 de Julho de 2010 às 19:57
Gosto e sempre gostei de amamentar. A primeira semana a pega faz-me respirar fundo e depois da subida de leite uso sempre a bomba da Ameda para facilitar. E faço tudo por tudo. Há grupos em Torres Vedras?


De Sandra Oliveira a 10 de Julho de 2010 às 14:20
Olá Rita!

Não tenho conhecimento de nenhum grupo em Torres Vedras. Aí está uma boa oportunidade para criar um! Junte-se ao Entre Mães no Facebook, e quem sabe se não encontra mais Mães da sua zona, para avançar com o projecto? É bem mais simples do que se pensa.


De ana a 9 de Julho de 2010 às 19:59
acho que a amamentação, prolongada ou não, deve ser uma decisão da mãe e apenas da mãe. nem os pediatras devem influenciar essa decisão. porque é que as mulheres devem sofrer, com mamilos a cair, com dores, se já há leites tão bons? eu dou ao meu filho de 5 meses o leite nan hipoalergénico da nestlé, que é o mais parecido com o leite materno. ele bebeu suplemento especial para prematuros desde que nasceu até aos 4 meses mais ou menos. a minha ideia era dar de mamar pelo menos até aos 6 meses, mas não deu! ele está bem, é o mais importante. senti-me um pouco mal depois de secar o leite mas já passou. eu própria fui amamentada durante apenas 5 dias e nunca tive doenças graves, nunca parti ossos, nunca estive internada, até o meu filho nascer, tenho 29 anos. como disse, acho que é uma decisão da mãe e somente dela!


De Patrícia Paiva a 9 de Julho de 2010 às 22:37
Olá, Ana!

A ideia que tens da amamentação é muito má...
Ninguém pede às mães que amamentem com dores, ou com mamilos a cair, como referes...
A amamentação deve ser prazerosa e se tem dor associada é porque algo não está bem e deve ser corrigido!

Relativamente aos LA's, não há nenhum que se equipare ao Leite Materno, por isso não podes dizer que "se há leite tão bons..." porque nenhum deles tem tudo aquilo que o LM tem, e cada mãe produz leite para o seu bebé!

É claro que a decisão de amamentar deve ser da mãe, mas esta deve ser uma decisão informada e o aceso fácil ao LA, e as más informações que são por vezes passadas às grávidas e mães não permitem que a maioria das mães tome uma decisão informada, e mesmo quando querem amamentar até tarde, são muitas vezes criticadas por o fazer...


Cumprimentos,
Patrícia Paiva (CAM)


De Sandra Oliveira a 10 de Julho de 2010 às 09:19
Olá Ana e Patricia,

Ana, lamentavelmente ainda são poucas as mães que encontram a informação certa e apoio indicado para manter uma amamentação que esteja a ser dificil em consultório, e não só.

O Marketing e a pouca formação é um tremendo obstáculo a que se ajude as Mães a estabelecer a amamentação. É que o leite materno não gera lucro, nem consultas...

Tenho dois filhos, uma Rita com 9 anos e um Tiago com 13 meses. A minha Rita foi uma campeã da mama, nunca soube o que era uma dor, greta ou mau estar, apesar das asneiras que a mãe cometeu (chucha, biberão, etc). No entanto com o meu Tiago, com as mesmas mamas, note-se :), sofri HORRORES! Foram 2 meses de amamentação em sofrimento. Custou muito, e tendo em conta as opções que existem hoje de alternativas ao leite materno, a Ana pode legitimamente me perguntar? Mas porque manteve então esse sofrimento por tanto tempo? Mantive porque procurei o mais possível não pensar no momento, sabendo dos beneficios que a amamentação representaria para o meu Tiago e que me iria arrepender quando olhasse para trás. Sabia que não ficaria bem comigo mesmo. Amamentar para mim é um continuidade do Parto. Para mim, a Amamentação inicia-se no Parto e o Parto "acaba" com a Amamentação. São momentos que prezo muito como Mãe e como Mulher. São "projectos" muito pessoais e que me têm feito crescer muito. Resumindo, e o que eu gostaria de lhe transmitir, é que admiro as mulheres que não conseguiram a amamentar e que não se resentem com isso. Eu não seria capaz, e é fundamental que consigamos viver bem com as nossa opções.

Agora a Patricia,
Lamento Patricia, discordo quando dizes que algo tem que ser corrigido quando não está bem, às vezes tem que ser tratado. A ideia de que quando uma Mãe está a ter dores é porque algo está de errado com a pega, com a posição, bla, bla, a mim tira-me do sério! E falo-te, fruto de uma aprendizagem de mais de 5 anos de conselheira, que decidiu colocar muito do que aprendeu no curso de lado, e agarrar-se ao que as Mães me têm ensinado. A minha experiência com o Tiago parece que foi de propósito para poder viver na pele, e ter a confirmação que o tipo de apoio que decidi passar a fazer é definitivamente o caminho certo. Há Mães que FAZEM TUDO CERTO e dói, não nos podemos esquecer que não podemos obrigar bebés a abrir a boca, nem lhes dar uma boca maior, se eles têm uma pequenina ou nasceram com muito pouco peso. Há que saber explicar que há coisas que só o tempo irá resolver, conforme o bebé for crescendo, há dor que é fisiológica, e há patologias que requerem tempo a tratar. Há situações que a solução não é correcção. O termo correcção pressupõe que algo está errado. O que nem sempre acontece. Espero estar a conseguir transmitir o que quero dizer. Custa-me quando me ligam Mães a dizer que já fizeram tudo, já foram apoiadas, já lhes corrigiram a pega, mas que mesmo assim continuam a sentir dor. É importante ter cuidado com a forma como transmitimos e apoiamos, pois há coisas que não são possíveis de corrigir, e há outras que o que é preciso é tratar e não corrigir. E há ainda outras, que pode até ser dificil de tratar...


De Bárbara Correia a 10 de Julho de 2010 às 09:57
Sandra...

A "regra" é esta... Se doer, é um sinal de alerta...
No entanto, já nos aconteceu, pedirem ajuda, estar tudo ok e a mãe continuar com dores...
Nesses casos, deve-se transmitir à mãe a confiança que ela precisa para ultrapassar essa fase má mas passageira...
Mas como Conselheira em Aleitamento Materno, deverei sempre transmitir esta "regra"...

Porque na verdade, é sempre preferivel, ter a dor como um sinal de alerta (estou a falr de amamentação e não do parto), pois assim a mãe, irá procurar ajuda...

Agora...
Uma coisa é a mama doer, outra coisa é ter mamilos gretados, fissurados, e em sangue... Nestes casos não tenho QUALQUER dúvida que existe alguma coisa a corrigir ou a melhorar...
Quando a dor não é acompanhada de outros sintomas, podem ser mil e uma coisas... uma delas é "nada"... "apenas" sensibilidade mamária aumentada, etc... E claro que a mãe continua a precisar de apoio... Apoio para perceber que não ha nada a corrigir, e aceitar esta fase, como passageira...

Nem todas as mulheres têm dores nas primeiras 6 semanas só porque Têm...
A grande maioria têm exactamente porque não tiveram apoio correcto e o bebé não estava a fazer uma boa pega, causando feridas bastante dolorosas nos mamilos da mãe...

Concordo contigo, sim... quando dizemos que temos que ter cuidado ao apoiar a mulher...
E por isso a ajuda presencial, e o apoio individualizado é essncial para perceber a causa da dor... Porque se transmitimos que doer é "normal", acredita que serão muitas as mulheres que não irão procurar ajuda... irão sofrer com dores, a achar que vai passar, e depois quando não passa, desistem de amamentar porque era um sofrimento muito grande...

Já ajudámos mamãs que vieram ter connosco por outras razões (aumento de peso do bebé), e que não se queizaram das dores por acharem que estas seriam "normais"... depois de uma avaliação, constatámos que estas mães tinham os mamilos em sangue, cheia de dores, devido a uma má pega, que por consequencia impedia o bebé de extrair leite suficiente e por essa razão não aumentava de peso...
Se esta mãe não tivesse o alerta do peso do bebé, teria continuado a amamentar com dores, porque acharia que era mesmo assim!

Eu percebo o que queres dizer... de facto nem sempre existe alguma coisa para corrigir, mas "dor" é SEMPRE sinal de alerta, mesmo que depois se constate que afinal era só passageira...

Bjinhos grandes
BABS


De Sandra Oliveira a 10 de Julho de 2010 às 15:58
Querida Bárbara!

Concordo com tudo o que dizes, e fico contente, porque pelos vistos consegui transmitir o que pretendia. A dor é SEMPRE um sinal de alerta! Até no Parto! A dor deixa-nos atentas ao corpo e isso é fundamental nas duas situações.

No que diz respeito a gretas e mamilos "massacrados", posso dizer-te que já vi várias situações em que não havia NADA a corrigir. Uma das Mães foi a Alexandra que já fez comentários aqui no Blog. Tenho aprendido tanto com as Mães! Quando elas estão confiantes e informadas é incrível o que conseguem fazer sozinhas. Têm sido a minha melhor Escola!


Sou apaixonada por este trabalho, e digo-te que muito mais que as "avaliações", tenho constatado que fundamental mesmo é munir as Mães de confiança para que elas consigam fazer o seu caminho, apoiá-las na descoberta das soluções. Gosto que as Mães que se cruzam comigo, sintam que se conseguiram foi porque ELAS quiseram, e não porque eu fui boa nas "minhas avaliações".

Tal como no Parto, conheço muitas técnicas, mas quanto mais natural encararmos este processo, e menos técnicas lhe colocarmos, mais confiantes saiem as Mães. Essa é a minha grande prioridade: CONSTRUIR CONFIANÇA! Só assim as Mães querem amamentem ou não conseguem assumir as suas opções, procurarem o conhecimento com convicção, e sem receio enfrentar os fundamentalismos pró ou contra amamentação.

Beijos para ti!


De Bárbara Correia a 10 de Julho de 2010 às 16:32
Sandra, Eu percebi porque já tinhamos falado sobre isto... porque na realidade achei que as palavras podiam ser mal entendidas...

Relativamente à "avaliação", esta não deve ser entendida como uma forma de "atribuir pontos de sucesso ou insucesso", lógico...

A confiança é sem qualquer dúvida, a base da amamentação... e o apoio (seja por profissionais da área, seja "simplesmente" da família ou de todos os que rodeia a mãe/bebé) vem logo a seguir!

Seja qual for a situação, nunca uma mãe tem sucesso se não for por ela mesma... O apoio pode ser maravilhoso, mas sem o trabalhos, esforço e dedicação da mãe, nada se consegue...
Não quero dizer com isto que se não se obtém "sucesso" na amamentação, a culpa é da mãe...

Um beijinho
BABS

PS - Temos que falar sobre o mega-encontro de amamentação ao ar livre ;)


De Sara a 20 de Julho de 2010 às 12:58
Amamentei a minha filha até ela ter quase até aos 4 anos, mas foi por muita insistência minha que mantive a amamentação a partir da 1ª semana. O meu parto foi no H. Garcia de Horta (Almada), onde, supostamente, fazem um bom trabalho na promoção da amamentação materna. Sempre tive o projecto de amamentar e, durante o tempo que estive no hospital, senti-me quase obrigada a isso e a a ter de seguir uma série de regras que, institivamente, me pareciam erradas. Obrigaram-me a amamentar só uma mama de cada vez e o tempo que a bebé quisesse. O meu leite era muito difícil de sair, coisa que constatei ao tentar retirá-lo com bomba (e sairam 10ml depois de meia hora a insistir). A minha filha só chorava com fome e não me queria dar alta porque diziam que eu ia desistir de amamentar e dar-lhe suplementos e NÃO PODIA fazer isso. Senti-me obrigada e torturada. Senti-me uma péssima mãe num hospital que, supostamente, é amigo da amamentação (e que foi excelente durante o parto).
Em casa, já com as ideias preconcebidas sobre a forma correcta de amamentar, continuei a seguir as instruções dadas no hospital. Durante as semana seguinte não dormi porque a bebé só chorava e mamava em tudo o que aparecia (almofadas, mão, tudo). Eu dava-lhe mama 2 horas seguidas e descansava outras 2 horas e dava a outra mama mais 2 horas. Os meus mamilhos estavam em sangue e deixavam, inclusivamente, o babete (tinha de lhe colocar babete) da bebé todo ensanguentado. Mesmo assim, e chorando imenso sempre que amamentava, não desisti. Supostamente eu estava a fazer tudo bem, foi assim que me ensinaram e orientaram no Hospital. Eu andava estoirada e a bebé estava esfomeada e a perder peso a olhos visto. Aos 15 dias uma médica de família recomendou-me dar só 30 ml de suplemento depois de 10 minutos de mama. Comprei biberões fisiológicos e suplemento. Apesar das dores e do sangue, dava-lhe sempre primeiro 10 minutos de leite materno e depois 30 ml de suplemento, mas ela continuava com fome. Quando a bebé fez 1 mês levei-a a um pediatra (tive de pagar pq o estado só disponibiliza médicos de família e nem imaginam o peso financeiro que isso representou na altura) e esse pediatra, felizmente, teve o bom senso de me dizer para seguir o meu instinto e não as regras de um hospital, suposto amigo da amamentação. Passei a dar mama 10 minutos de uma mama, e o tempo que a bebé quisesse na outra e ela acalmou e não pediu mais suplemento. Também a forma de dar a mama, (havia inclusivamente regras para a posição de amamentação) fui eu que a decidi e era como me fosse mais confortável. A minha filha deixou de ter fome e as minhas gretas sararam rapidamente e passou a ser prazeroso dar mama. Dei quase até aos 4 anos. Parei porque pensei que já estava a prejudicar a minha filha a nível psicológico tornando-a mais "bebé" do que devia. Não sei, até hoje, se fiz bem ou não ao ter parado sem ela decidir por si. E não sei se não terei parado por uma certa obrigação social que nos insinua que é errado amamentar uma criança. Seja como for não me arrependo de ter continuado, mesmo com todas as dores horríveis que senti inicialmente.


De Graça Pereira a 9 de Julho de 2010 às 21:13
Olá! Sou estudante de medicina dentária e não pude deixar de comentar.
O bebé nasce com características próprias que se adaptam à funçao da sucção, sendo que a amamentação é imprescindível ao correcto desenvolvimento da mandíbula.
No entanto, a amamentação deve ser desencorajada quando a criança já possui dentes, visto que já está preparada para mastigar e, mais importante de tudo, deixou de possuir as características óptimas para efectuar uma correcta sucção. Assim, pode passar para a ingestão de alimentos mais consistentes e que estimulam mais os músculos da mastigação. Ou seja, a amamentação é excelente até certo ponto, mas a partir do momento que uma criança já está apta a uma alimentação mais concordante com o seu desenvolvimento, penso que não tem lógica fomentar o hábito.
Muito obrigada. Um beijinho


De Bárbara Correia a 9 de Julho de 2010 às 21:21
Olá Graça...

Onde estão as Evidencias científicas que o bebé a partir do momento em que tem dentes, perde a correcta forma de sucção?
O Desmame natural, da-se entre os 2 e os 7 anos, e nestas idades as crianças já têm os dentes há algum tempo...
Bjinhos
BABS


De Graça Pereira a 9 de Julho de 2010 às 21:57
Olá outra vez :)
O bebé nasce com uma mandíbula mais pequena, efectua uma deglutição infantil (ou seja, consegue respirar e deglutir em simultâneo) devido a características anatómicas ao nível da faringe, possui também na parte interna do lábio proeminências em forma radial e vilosidades nos lábios que facilitam a preensão do mamilo. Há medida que o tempo passa e que se desenvolvem os gérmens dentários (que vão dar origem aos dentes) estas caracteristicas desaparecem. Assim, o acto de amamentar não se efectua de igual maneira num recém-nascido em relação a uma criança de 7 anos.
Pelo que adquiri durante estes anos, amamenta-se até aos dentinhos de leite, mas quando a criança começa a ter os dentes definitivos e logo uma maior capacidade mastigatória, não deve ser fomentado este hábito, promovendo uma alimentação que permita um desenvolvimento maior dos ossos da face.
Claro que isto é apenas o que se aprende, e o que um médico dentista deve dizer a mãe, ficando obviamente à responsabilidade da mãe de querer ou não seguir o conselho.
Um Beijinho


De Patrícia Paiva a 9 de Julho de 2010 às 22:14
Então, mas se a amamentação é aceitável (a nível da medicina dentária) enquanto a criança tiver dentes de leite, isso seria até por volta dos 5/6 anos, certo? O que se discutiu no programa é que a maioria das mães que amamentam após os 6 meses são criticadas por o fazer...

Deixo aqui um excerto:
"Desmame em função das erupções dentárias - De acordo com as investigações de Smith (1991), muitos primatas desmamam sua prole quando rompem os seus primeiros molares permanentes. Nossos molares emergem entre os 5,5 ou 6 anos. É interessante salientar que nossos filhos alcançam autonomia imunológica em torno dos 6 anos de vida, o que nos permite inferir que, ao longo de nosso recente passado evolutivo, nossas crianças dispunham de uma imunidade ativa até esta idade aproximadamente."

Retirado de: http://grupomama.blogspot.com/2008/09/desmame-total-quando.html

Cumprimentos,
Patrícia Paiva


De Patrícia Paiva a 9 de Julho de 2010 às 21:52
Relativamente a este comentário, posso deixar uma notícia sobre um estudo recente que indica que o tempo que a criança mama determina a dentição, dizendo que "Períodos mais longos favorecem uma formação dentária mais correcta para a vida ", deixo aqui o link para a notícia:
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Relativamente a este comentário, posso deixar uma notícia sobre um estudo recente que indica que o tempo que a criança mama determina a dentição, dizendo que "Períodos mais longos favorecem uma formação dentária mais correcta para a vida ", deixo aqui o link para a notícia: <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>http</A> :/ jn.sapo.pt PaginaInicial /Sociedade/Interior.aspx?content_id=1553933 <BR><BR>Gostaria que apresentasse estudos e evidências científicas que comprovem a sua afirmação. <BR><BR>Cumprimentos, <BR><BR>Patrícia Paiva <BR>CAM (Conselheira em Aleitamento Materno)


De Patrícia Paiva a 9 de Julho de 2010 às 21:54
Deixo novamente o link, visto não ter ficado correcto no comentário anterior:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1553933


De Graça Pereira a 9 de Julho de 2010 às 22:15
Atenção que eu não sou contra a amamentação, muito pelo contrário! A amamentação como já referi anteriormente é excelente.
O estudo só refere tempo de amamentação maior de 24 meses ( 2 anos) e isso é perfeitamente normal. Não diz se é de 24-30 meses, nem diz se é de 24 meses a 8 anos. Para além do que o estudo refere dentes do siso (3º molares) que como toda a gente sabe, nem todos nos possuímos.
Períodos mais longos de amamentação podem ser bons, mas penso que isso não quer dizer que é bom amamentar uma criança até aos 8 ou 9 anos, isso seria no mínimo estranho.
Mas cada caso é um caso, e cada um educa os filhos como acha melhor.
Beijinho


De Bárbara Correia a 9 de Julho de 2010 às 22:27
Olá Graça... Obrigada pela sua resposta...

Não pensei nunca que fosse contra a amamentação :) Mas de facto se na Natureza o desmame Natural ocorre normalmente entre os 2 e os 7 anos, significa que a sucção continua a ser feita sem prejudicar a mastigação... Caso contrário, a selecção Natural trataria de encurtar este periodo...
Aliás, é até errado falar em sucção, porque na verdade o movimento do bebé na mama, é mais mastigação do que sucção... Sucção é o que o bebé faz no biberão/chucha... O movimento da boca na mama da mãe é completamente diferente. mais parecido com a mastigação do que com a sucção...

De acordo com o que explicou, faz sentido que o desmame Natural ocorra entre os 2 e os 7 anos... exactamente porque o desmame "mais natural" é exactamente o bebé deixar de conseguir mamar, seja pela presença de mais dentes, seja pela propria forma do palato que vai-se alterando...

Nota: "mais natural" estás entre aspas, exactamente porque considera-se desmame natural todo aquele que parte do bebé... e pode ser por diferentes motivos... No entanto a forma mais "radical" do bebé se desmamar é deixar de conseguir mamar...


De Sandra Oliveira a 10 de Julho de 2010 às 09:47
Olá Graça,

Este seu comentário deixou-me deveras surpreendida. Gostaria que explica-se melhor o que quer dizer com:

"deixou de possuir as características óptimas para efectuar uma correcta sucção". Pois por norma a dificuldade numa correcta sucção na amamentação vem exactamente quando o bebé ainda não tem dentes, ou seja, logo no inicio. Amamento um bebé com 13 meses e já vi e conheço várias mães de amamentação prolongada e nunca consegui identificar qualquer problema na sucção. Também é verdade que há bebés que após a dentição têm um período de adaptação que pode ser dificil, mas isso, lá está, só Mãe e Bebé é que devem decidir.

Depois quando refere que a criança já está "apta a uma alimentação mais concordante com o seu desenvolvimento penso que não tem lógica fomentar o hábito."

Parece-me que existe aqui alguma falta de informação. A amamentação não é só alimento. É carinho, é contacto, é segurança, é uma forma de nos relacionarmos com os nossos filhos, e relativamente a isto, eu diria que é uma decisão Mãe-Filho. Mas vamos imaginar que seria só alimento, pergunto:
Acha que algum leite animal, consegue ser mais saudável do que o da própria mãe (também ela um animal, é verdade:)). Conhece algum mamífero que recorra ao leite de outros animais, quando tem o da progenitora disponível? Que eu saiba só mesmo o humano.

Permita-me que lhe sugira que como estudante de medicina dentária e alguém que tem nas mãos uma tremenda responsabilidade na saúde das crianças, seria bom que se informasse mais sobre a amamentação depois da dentição.

Fiz uma rápida pesquisa em inglês, e é fácil encontrar informação. Peço-lhe por favor que como médica, procure o mais possível ser rigorosa cientificamente nas suas opiniões, independentemente das suas opiniões pessoais. que vindas de uma profissional de saúde têm um impacto de tremenda responsabilidade.


De Rita Lombert a 9 de Julho de 2010 às 21:58
A sucção que altera a arcada dentaria não e a da amamentação mas sim a artificial (biberãos, chuchas, dedos). Ate porque a maioria das crianças sofre com publicidade e produtos que \"crescem\" com eles. Tetinas maiores que vertem mais leite e chuchas enormes... nada disto e real. Os mamilos não aumentam desta maneira!!!!

Medica Dentista


De Graça Pereira a 9 de Julho de 2010 às 22:21
Eu não disse que a amamentação provoca apinhamentos ou algo do género, o que escrevi é que se uma criança pode mastigar como nós adultos e não mamar, qual o problema de o fazer? Acho que até essa mastigação deve ser estimulada, sendo saudável.


De Bárbara Correia a 9 de Julho de 2010 às 22:25
Olá Graça... Obrigada pela sua resposta...
Não pensei nunca que fosse contra a amamentação :) mAas de facto se na Natureza; o desmame Natural ocorre normalmente entre os 2 e os 7 anos, significa que a sucção continua a ser feita sem prejudicar a mastigação...
Aliás, é até errado falar em sucção, porque na verdade o movimento do bebé na mama, é mais mastigação do que sucção... Sucção é o que o bebé faz no biberão/chucha... O movimento da boca na mama da mãe é completamente diferente. mais parecido com a mastigação do que com a sucção...

De acordo com o que explicou, faz sentido que o desmame Natural ocorra entre os 2 e os 7 anos... exactamente porque o desmame "mais natural" é exactamente o bebé deixar de conseguir mamar, seja pela presença de mais dentes, seja pela propria forma do palato que vai-se alterando...

Nota: "mais natural" estás entre aspas, exactamente porque considera-se desmame natural todo aquele que parte do bebé... e pode ser por diferentes motivos... No entanto a forma mais "radical" do bebé se desmamar é deixar de conseguir mamar...


De Graça Pereira a 9 de Julho de 2010 às 22:44
:)
Eu já fiz ortodontia e odontopediatria e realmente o que o lactente faz designa-se mesmo por sucção.
Tal como outros hábitos como o uso de fralda por exemplo, são muito polémicos, ninguém concorda qual a idade certa para se deixar.
Realmente os professores dizem que é muito díficil mudar certos hábitos e crenças, principalmente no que respeita a crianças, e (agora) acredito.
Mas já não falando em termos científicos, em termos sociais... eu não me imagino a ir para a primeira classe, com 6 aninhos, e ainda a ser amamamentada. Convenhamos que socialmente é estranho uma criança com 6 anos mamar ou usar fralda por exemplo, e ir para a escola aprender a ler.

Desde já quero dizer que este tema é muito giro e controverso, por isso gostei :)
Muito obrigada
Beijinho


De Bárbara Correia a 9 de Julho de 2010 às 22:50
Mas Graça, uma criança que é amamentada aos 6 anos, se se sente mal com a situação, à partida deixa de mamar... Parto do principio que a amamentação prolongada se mantém enquanto mãe E bebé quiserem :)
É uma "regra" (se é que podemos dizer que existem regras na amamentação) de Ouro... Respeito pela vontade do bebé em mamar e pela vontade da mãe em continuar a amamentar...

Eu sei que o termo é sucção, mas o que o bebé faz não é exactamente sucção...
Sucção é o que faz a bomba na mama...
O bebé usa a lingua para extrair o leite, não o vácuo (embora se produza vacuo)

Bjinhos :)
BABS


De Bárbara Correia a 9 de Julho de 2010 às 22:44
Já agora deixo os contactos de algumas entidades que promovem o aleitamento materno... quando encontrarem dificuldades, não hesitem em contactar alguma delas:)

Mamar ao Peito: 927181198 | 968795188 | mamaraopeito@hotmail.com

SOS Amamentação: 934169466 | 934300906 | sos.amamentacao@clix.pt

La Leche League: 931966588 | 966293836 | liga.do.leite@gmail.com

Mama Mater: 214532019 | 917557950 | geral@mamamater.org

Grupo Apoio Entre Mães: entremaes@hotmail.com

Espaço Mãe: 938407003 | 964106984 | espacomae@gmail.com

Info Ser Mãe: 934234664 | info@infosermae.pt

(Se me lembrar de mais, venho postar... podem completar a informação se tiverem conhecimento de mais grupos)


De Sandra Oliveira a 10 de Julho de 2010 às 09:54
Bárbara, esqueceste-te do BioNascimento, isso nem parece teu :)
www.bionascimento.com| 937201630 (também tenho rede fixa que disponibilizo depois de um contacto)| geral@bionascimento.com| no fórum temos uma zona só para a amamentação


De Bárbara Correia a 10 de Julho de 2010 às 10:07
LOL... Desculpa...
Na verdade não dei o do Bionascimento porque estava a dar do grupo entre mães... mas assim é melhor, até porque no Entre mães não estava lá contacto telefónico :)


De Carla Reis a 11 de Julho de 2010 às 10:20
A DGS tem um site da Saúde Sexual e Reprodutiva com alguma informação http :/ www.saudereprodutiva.dgs.pt / cpp =1
E o site da CITE (Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego) disponibiliza toda a informação sobre a legislação da parentalidade: http ://www.cite.gov.pt/pt/acite/proteccao.html


De Mundo das Mulheres a 10 de Julho de 2010 às 00:50
Caras espectadoras: excelente discussão esta! Nunca sonhei que daria tanto pano para mangas, mas isto prova que as mulheres e os homens (parabéns, Caros!) estão atentos e interessados. Acho que todos os comentários são válidos, até os que contradizem a evidência científica, porque expõe conceitos adquiridos pela experiência de cada um - daí serem tão polémicos! Penso, no entanto, que devemos reformular o nosso discurso para coincidir não só com o que as mais altas entidades ligadas à saúde já defendem (graças a Deus a idade negra da supressão de leite na maternidade já passou!): que o aleitamento materno é saudável PELO MENOS ATÉ AOS 2 ANOS - a partir daí não existem estudos credíveis, mas existe o saber e a prática milenar e espontânea, que estabelece o desmame total por volta dos 6 anos de idade. A Ciência sabe ainda que o sistema imunológico e a dentição de leite terminam o seu desenvolvimento por volta dessa idade, o que parece indicar que então há vantagem em prologar a amamentação ENQUANTO ISTO FOR AGRADÁVEL PARA A MÃE E O BEBÉ.
Pedimos às nossas convidadas de hoje para responderem a dúvidas concretas de algumas de vós, e confio que o farão.
De qualquer modo, porque me tocou imenso o depoimento das mães que queriam ter amamentado mais tempo e não o puderam fazer, ou que tiverem experiências muito más com a amamentação, gostaria de fazer novo programa, desta feita sobre as dúvidas mais comuns ligadas à amamentação: subida do leite, dores nos mamilos, pouco leite, leite fraco, bebés prematuros, ausência de leite, volta a dar de mamar depois de ficar sem leite, dentição, etc - tudo isso será discutido mais uma vez à luz da evidência científica. Tudo o mais são opiniões - todos as temos, e valem pelo que valem...

Um beijo enorme a todas
Adelaide

P.S. Concordam com fazer-se um novo programa para esclarecer estas dúvidas?


De Bárbara Correia a 10 de Julho de 2010 às 10:11
Claro que sim :)


De Sílvia Roque Martins a 10 de Julho de 2010 às 11:43
Sim!!!! Novo programa sobre o tema, Adelaide! Por favor.


De Bárbara Correia a 10 de Julho de 2010 às 15:53
Se for preciso uma petição, nós começamos já... EH EH EH!!! :)
Venha ele!


De Carla Gonçalves a 12 de Julho de 2010 às 11:32
Adelaide, força nisso!!! Ficamos a aguardar novo programa!!


De Catarina Anastácio a 10 de Julho de 2010 às 01:16
Adelaide,

comentei antes do programa e comento depois do programa.

Eu, tal como já referi amamento há 15 meses. Leite materno em exclusivo. Abdiquei da minha vida profissional (psicóloga clínica) para poder cuidar e AMAMENTAR o Miguel. Os primeiros dias de amamentação foram complicados, sem qualquer colostro no pós-parto, mas muito incentivada pelas enfermeiras do Hospital onde pari (Hospital da Luz). Tive uma brutal subida de leite, na primeira noite que passámos em casa. As dores nos mamilos eram intensas, mas depressa passaram. Tivemos um pico de crescimento ao 1 mês e 1/2, onde tive que recorrer ao leite artificial, mas com a ajuda da Bárbara e da Patrícia, assim como de muitas mamãs experientes, conseguimos superar e em menos de nada, tinha leite "para dar e vender".
Mantivemos a amamentação em exclusivo até aos 6 meses e 1/2, por decisão minha, pois estava com muita vontade de o ver comer. Pois pela pediatra, tinhamos mantido a exclusividade pelo menos até aos 7 meses.
Tivemos um falso desmame aos 8 meses, com total
recusa da mama. Ele não queria mamar, de maneira alguma, nem distraído, nem no silêncio, nada. Mas dei a volta à situação: adormecia-o com a chucha, quando já estava a dormir, tirava a chucha e punha-o na mama. Ele mamava dessa mama. Deitava-o e retirava o leite com a bomba para lho dar quando acordasse. Também ao fim de uma semana, fez as pazes com a mama e não a voltou a largar.

Actualmente com 15 meses, mama 7 ou 8 vezes por dia e recusa qualquer outro tipo de leite. Mas cá estarei para dar ao meu filho o que de melhor há para ele. O único leite que é produzido "a pensar" nele.

Eu não fui amamentada e é com um prazer imenso que faço isto por nós.

Quanto a um programa sobre as dificuldades da amamentação, claro que sim. Qualquer debate acerca deste tema, é bem-vindo para informar muitos daqueles que acreditam que o leite artificial é tão bom como o materno ou que mamar é um vício

Ficamos à espera ;)


De Anónimo a 10 de Julho de 2010 às 09:20
Adelaide, por favor, e mesmo urgente programas sobre amamentação. A maioria das minhas amigas garante que não tem leite ou que este e fraco para o bebe. E dizem que eu tenho sorte. Porque não se informam como deve ser? Hoje em dia há grandes cursos e livros sobre a gravidez, manuais de instruções sobre cada etapa da criança que as Maes levam a letra e na amamentação as crenças e os leites artificiais levam o melhor. No meu dia-a-dia, acho que a amamentação e a segurança rodoviária estão a ser completamente controladas pelo negocio que gira em torno dos bebes. O grave e que os Pais acreditam que estão a fazer o melhor!!! Por isto, Adelaide, diga-me quando o programa vai para o ar de forma a que eu o consiga divulgar. Bjs mil e obrigada por estes programas que me mostram que não sou única.


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