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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008
Tema - 4ª feira - 08|10 |08
Não Quero Ser Mãe

Se alguém lhe disser que não quer ter filhos, e esse alguém for homem, é bem provável que a sua resposta seja um encolher de ombros e nada mais; mas se for uma mulher a dizê-lo, o que acontece? A reacção mais comum é de incredulidade, e depois é bem provável que deflagre uma discussão: “mas porquê, é algum trauma, é egoísmo?” Enfim, a questão é que ouvir isto da boca de uma mulher causa no mínimo desconforto e nós queremos perceber porquê – se calhar, queremos fazer as mesmas perguntas que qualquer um faria – o que leva uma mulher a afirmar convictamente que não quer ser mãe? Estas questões também interessaram a Laura Alves, jornalista e autora do livro «Não Quero Ser Mãe». Para além dela, Ana Godinho, uma das mulheres entrevistadas para o livro, explica por que razão a maternidade não a interessa.
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publicado por Mundo das Mulheres às 12:50
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5 comentários:
De Laura Alves a 9 de Outubro de 2008 às 20:30
Boa noite. Antes de mais, quero deixar aqui uma palavra de agradecimento às pessoas (mulheres e, espero eu, alguns homens) que assistiram ontem ao programa "Mundo das Mulheres", e também a quem quis deixar, neste espaço, o seu testemunho pessoal. Agradeço igualmente à Adelaide de Sousa por ter acolhido este tema no seu programa, contribuindo saudavelmente para o debate.
É verdade que, nos dias de hoje, em que supostamente os conceitos de "diversidade" e "tolerância" são as palavras de ordem, pode causar estranheza haver quem tenha receio e até vergonha de admitir que não deseja ter filhos. Contudo, só quem toma essa opção percebe quais as pressões e julgamentos de que se é alvo ao admiti-la.
"Não Quero Ser Mãe - Quando As Mulheres Decidem Não ter Filhos" estará à venda nos próximos dias. Para qualquer informação adicional, sugiro o contacto com a editora Livros de Seda (www.livrosdeseda.pt). Um grande abraço!


De lucia a 9 de Outubro de 2008 às 18:20
Em adolescente tive um filha fruto do acaso, que acabei por entregar ao pai e que só muito mais tarde voltei a ter contacto com ela.Tenho hoje com ela o relacionamento ímpar, modéstia à parte, muito melhor que muitas mães que desejaram sê-lo. Claro que o pai da minha filha foi um excelente pai e deu à filha uma formação de princesa. Adoro hoje a minha filha, e depois dos anos de rejeição compreendi que tinha tido uma sorte fantástica. Depois disso, devo acrescentar que realmente não nasci com qualquer instinto maternal, apesar de hoje adorar a minha filha. Não quis ter mais filhos e não o lastimo. Não compreendo como é que ainda se pode ser incompreendido o facto de uma mulher não querer ser mãe. Há 30 e muitos anos atrás o país acabava de sair duma ditadura, ainda podia haver pruridos desses. Se a minha filha não tivesse sido um acaso, de certeza que eu não tinha filhos. Hoje com tanta liberdade e com a emancipação da mulher em todos os campos face á época em que nasci, não consigo compreender porque ainda se ´põe essa questão.Tive uma tia que nunca se casou precisamente porque não queria ter filhos. Não compreendo porque é que essa opção causa tanta estranheza. Eu acho estranho é encontrar mulheres dum país civilizado a porem cá fora 4 e 5 filhos de pais diferentes apenas com o intuito de agarrarem os ditos companheiros. Isto sim é que é a opção errada e geradora da pobreza feminina.


De Susana a 8 de Outubro de 2008 às 20:18
Que pena ter perdido grande parte do programa. Já apanhei mesmo no fim, por isso vou ter que comprar o livro da Laura Alves porque estou curiosa, embora conheça outros livros do género como o "Childfree and loving it" de Nicki de Fago.
Para além da questão das finanças, de ser egoísta com o meu tempo livre (assumidamente que sou), não sinto qualquer apelo em ser mãe. Aborrece-me que as pessoas achem que têm que me converter ou que não achem "normal". Mas cada vez conheço mais pessoas que tomaram esta opção, e aqueles que já a tinham tomado e que presentemente estão indecisos terá a ver, no meu ver, com as pressões da sociedade e/ou pelo medo da solidão na terceira idade.
Aliás, muitas mães que conheço passam o dia a queixar-se das finanças, das birras, do esforço financeiro, etc. Concerteza que gostam muitos dos filhos, a questão não é essa. Todos nós temos outros familiares, que não filhos, de quem gostamos e até nos chateamos com eles. O que eu quero dizer é que muitas vezes se têm filhos porque se querem "bebés" e não se vê muito para além disso. Um filho não aparece aqui por acaso, pode e deve ser planeado. A vida moderna é muito exigente e não se deve trazer um filho ao mundo por impulso.


De Maria de Fátima Jorge a 8 de Outubro de 2008 às 19:32
Boa tarde
Estou a acompanhar o programa neste momento.
Tenho 51 anos e fui mãe pela primeira vez aos 18 anos porque era o que mais desejava.
Sempre tive esse desejo e hoje com 2 filhos já adultos e com 2 netos sou uma mulher feliz.
No entanto respeito a opção de qualquer pessoa, homem ou mulher de não serem pais e concordo que quem não deseje ter filhos não os deve ter.
Tudo se resume a aceitarmos as diferenças existentes nas pessoas, nas culturas e até nos gostos pessoais. Quem não entende as diferenças tende a "achar" que algo de mal se passa com quem tem gostos, pensamentos e tradições culturais diferentes das nossas.


De rute parreira brás a 8 de Outubro de 2008 às 14:06
Boa tarde
O tema de hoje é mt interessante não sei se vou conseguir estar em casa para poder ver o programa.
Desde já quero dar os parabens pois há muito que esperava que este tema fosse abordado.
Eu tenho 30 anos, quando era adolescente queria mt ter uma filha mas conscientemente não tive, adorava trabalhar com crianças mas não tenho formação.
Neste momento devido às opções de vida ter uma casa e um carro que não me é possível ter filhos. Posso ser egoista mas tenho plena conciência que as 3 coisas não se conjugam finaceiramente.
Muitas vezes me chatearam literalmente, quando é que ia ter filhos e ainda continuam a insistir, pois já estava a ficar velha (embora há pouco tempo uma senhora tenha sido mãe salvo erro com mais de 50 anos).
As pessoas com quem tenho falado não compreendem a minha opção, que também a opção do meu marido, pois acham que estamos mais eu do que ele, porque ele é homem,a ser egoistas, que onde comem 2 comem 3 e que tudo se resolve.
Eu a ter uma filho gostia de ter € suficeintentes para quando a criança estiver doente não ter de ir horas infindáveis para as urgências de um hospital, de quando a criança precisar de especialista não ter de recorrer às interminaveis listas de espera do nosso sistema de sáude publica, ao ter um filho quero concerteza dar tudo o que há de melhor, que tenha um curso universitário.
Esta é a minha opinião de quem é sínica há vista de muitos tantos que não têm € para levar os filhos ao médico, ou que simplesmente acham que não vale a pena estudar porque temos muitos desempregados com "canudo", ou então aos 16 anos já estão a trabalhar nas fábricas.
Gostava que podessem abordar o outro lado de quem por um motivo ou por outro não quer ter filhos.
Obridaga pela atenção.

Rute Parreira Brás


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