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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009
ASSÉDIO SEXUAL NO TRABALHO
assédio2.jpg
Tema 2ª feira 16-02-2009

De acordo com os dados de um estudo publicado pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) uma em cada três mulheres portuguesas já foi vítima de assédio sexual. Uma cifra impressionante, sobretudo, pelas consequências psicológicas e marcas decorrentes destas investidas. Muitos dos episódios de assédio decorrem em contexto laboral e, nessas situações, a dificuldade de encontrar provas aliada ao medo de represálias leva a que grande parte das vítimas não denunciem os agressores e vivam em silêncio, muitas vezes de forma continuada, este tipo de abusos.
À conversa com Adelaide de Sousa, vamos ter a Presidente da CITE e ainda Isabel Heitor, membro da direcção da Associação Portuguesa dos Gestores e Técnicos dos Recursos Humanos. Se já foi vítima de abuso sexual, partilhe a sua história connosco em directo através do telefone 214410433 ou antecipadamente para o email mundodasmulheres@sic.pt


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publicado por Mundo das Mulheres às 19:32
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3 comentários:
De Anonimo a 6 de Julho de 2009 às 17:08
HÁ 3 MESES SOFRI ASSÉDIO SEXUAL NA SALA DO GERENTE DE UMA GRANDE EMPRESA.. UMA MULTINACIONAL QUE SE ENCONTRA AQUI NA BAHIA. BEM E ATÉ HOJE O QUE MAIS ME FALAM É QUE O PROCESSO NÃO VAI A FRENTE POIS NÃO TENHO PROVA NA SALA DO CANALHA... BEM SOFRO MUITO CHORO DIA E NOITE E BUSCO A TODO INSTANTE TENTAR ESQUECER. EU PEDI DEMISSÃO NO ATO DO ACONTECIDO E NÃO VOLTEI MAIS A EMPRESA, ALIÁS EU SAÍ DESESPERADA DA FÁBRICA E SÓ RETORNEI PARA ASSINAR OS DOC. FUI A DELEGACIA DAS MULHERES MAS ATÉ HOJE NÃO SEI SE EU VOU CONSEGUIR DE ALGUMA FORMA QUE ELE PAGUE.


De Maria a 17 de Fevereiro de 2009 às 17:14
Ola,
Como se pode acabar com esta questão, se quando isto acontece as pessoas que normalmente são testemunhas, não o façam por medo de retaliações da propria empresa?
Comigo isso aconteceu.
Ao fazer queixa sobre assedio sexual, deparei-me com alguns problemas:
a pessoa em causa era meu superior, logo, os RH disseram que só por isso era dificil avançar, uma vez que a palavra de um superior era sempre mais credivel que a minha.
Depois no processo foram precisas testemunhas que foram intimidadas e não testemunharam porque estava em causa o posto de trabalho
Por fim foi utilizado um esquema para denegrir a minha imagem profissional, engendrado pela responsavel dos RH (mulher, o que ainda choca mais)
O processo acabou com o meu despedimento, com a continua ameaça aos colegas para se calarem "para sempre" e com a pessoa responsavel (mulher, como já referi) a ser promovida a Directora de Recursos Humanos.
Sem mais, melhores cumprimentos.
Maria João Aguiar


De Maria a 17 de Fevereiro de 2009 às 17:13
Olá Adelaide!
Sou uma jovem de 25 anos e quando soube qual era o tema da próxima segunda-feira, não pude deixar de escrever-lhe.
Nós pensamos que situações como as de assédio sexual no trabalho ou noutro local qualquer, só acontecem aos outros. Mas podem acontecer a qualquer um.
Digamos, com mais tendência para acontecer com mulheres como vítimas.
Mas vou partilhar consigo a minha história.
Há cerca de 3 anos fui viver para Barcelona e no trabalho que lá encontrei fui assediada descaradamente pelo meu superior.
Na verdade, isso aconteceu logo no 1º dia de trabalho, no 1º almoço que tivemos juntos. Começou logo a fazer-me perguntas sobre: se tinha namorado, como ele era, onde ele vivia, se estávamos várias vezes juntos, etc. Quando soube que o meu namorado – português – não se encontrava a viver em Barcelona, disse-me com todas as letras: ‘Então tens que arranjar um verdadeiro macho latino aqui! (referindo-se indirectamente a ele mesmo)’.
Quando ouvi isso, nem quis acreditar no que estava a ouvir!
Respondi-lhe directamente que tinha namorado, que gostava dele, que nunca o tinha traído e que tal coisa nem se quer me passava pela cabeça!
Nas primeiras semanas, ele ainda pensava que me convencia a ter alguma coisa mais séria com ele para além da estrita relação patrão-empregada. Mas com o passar do tempo, começou a ficar impaciente, abusador e a passar dos limites.
Chegava mesmo a inventar trabalhos fora da cidade de Barcelona e de preferência à noite para eu ficar completamente isolada com ele.
No fim do trabalho, também insistia sempre comigo para ir beber um copo com ele e numa situação percebi perfeitamente que ele quis embebedar-me para vêr se eu assim cedia mais facilmente. Na verdade, ele queria que eu bebesse a qualquer custo!
O pior aconteceu quando ele começou a chantagear-me e a provocar trabalhos essencialmente ao fim-de-semana para que assim eu não pudesse visitar o meu namorado fora de Espanha.
Uma vez que eu era imigrante em Barcelona e precisava do trabalho, ele usava isso em favor dele.
Porém tive que me impôr e desistir do trabalho ao fim de 2 longos meses e meio. Chegou a um ponto que já não poderia tolerá-lo. Ele parecia esta a ficar louco e obcecado e tinha medo do que poderia fazer comigo se nos encontrassemos sozinhos!
Sei que há situações muito mais graves do que a minha: de melhores que não podem mesmo deixar os seus trabalhos, pois precisam do dinheiro ao final do mês, e que muitas até se encontram ilegais no país e no mercado de trabalho.
Porém, casos como este têm que ser denunciados. E com isto aprendi a lição. Se tal me voltar a acontecer, não vou esperar que a situação chegue a um extremo. Vou denunciá-la no primeiro momento. Porque depois do mal estar feito, não podemos voltar atrás. E eu arrisquei até demasiado tempo!
Espero poder ajudar com o meu testemunho outras mulheres a terem força para dizerem NÃO!
Um beijinho e bom programa,
Maria


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